Maior frequência do ato de urinar e menor volume podem ser sinais de infecção urinária

Maior frequência do ato de urinar e menor volume podem ser sinais de infecção urinária

A infecção urinária causa dor e incômodo nos animais de estimação, assim como nos humanos. Na maioria das vezes, o tratamento da doença é simples. Ainda assim, o tutor deve dar toda atenção ao combate da doença que, se não for bem tratada, pode causar complicações importantes. Por isso, é importante um diagnóstico preciso, para a indicação do tratamento mais adequado.

Um dos sintomas mais importantes da doença é a frequência da micção: se o pet está urinando várias vezes ao dia, em volumes pequenos, é bem provável que ele esteja com algum problema. Outros sinais são desconforto e dor na hora do xixi. Em alguns casos pode haver presença de sangue na urina e, em quadros mais avançados, secreção purulenta pode estar presente.

A infecção urinária pode atingir rins, bexiga e uretra. Os casos mais graves são aqueles que acometem os rins, o que pode deixar os cães mais quietos, sem apetite, com febre, dentre outros sinais. 

A doença é mais comum nos cães que nos gatos, sendo causada principalmente por bactérias, apesar de infecções fúngicas também existirem. Geralmente, a contaminação ocorre por via ascendente, ou seja, o agente presente na região genital ou na uretra pode ascender (subir) para a bexiga e até para os rins. A infecção pode ocorrer também através da corrente sanguínea (via hematógena), o que é bem menos comum.

Animais que têm outras doenças associadas, podem ter mais chances de contrair infecção urinária. Em casos de cães com dificuldade de locomoção, por exemplo, a higiene se torna mais difícil, elevando o risco de contaminação.

DIAGNÓSTICO 

Assim que perceber sinais de que o animal pode estar com infecção urinária, o tutor deve procurar o veterinário. O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, que leva em conta todo o histórico e observação do tutor. Os exames de urina rotina e urocultura com antibiograma são muito muito importantes. Esse último, identifica o agente causador da infecção e mostra as melhores opções terapêuticas contra este agente O ultrassom é importa na avaliação morfológica do trato urinário, como por exemplo, a espessura da parede da bexiga. Com os resultados, é possível definir o melhor tratamento possível para cada caso.

Em condições ideais, a coleta da urina é feita pelo veterinário, no consultório, através de cistocentese (procedimento de coleta de urina através das paredes do abdômen e da bexiga). Apesar de parecer um procedimento complicado e doloroso, não é. Os pets aceitam muito bem. Não sendo possível esse tipo de coleta, a coleta poderá ser feita pelo próprio tutor do pet, em casa ou na rua, coletando a urina em um frasco coletor quando o animal estiver urinando.

TRATAMENTO

Na maior parte dos casos, a partir do momento em que o diagnóstico foi obtido, o tratamento costuma ser simples. Em casos de infecções bacterianas, usa-se os antibióticos mais efetivos no antibiograma, levando-se em consideração também, aqueles que têm boa eliminação pela via urinária, o que aumenta a eficácia no combate às bactérias. A via de administração do antibiótico mais comum, é a via oral, sendo que as formas injetáveis também podem ser usadas dependendo de cada caso. 

As infecções simples costumam surgir em casos isolados. Porém, podem haver casos crônicos, com recorrências, reincidências e complicações, tornando o tratamento bem mais complexo. O tratamento deve ser seguido à risca para evitar complicações.

FELINOS 

Quando se fala em alterações urinárias nessa espécie, a incidência de infecção é inferior a 2% dos casos. Isso ocorre porque os bichanos apresentam maior defesa natural ao problema, tendo uma urina mais concentrada que a de cães e humanos por exemplo.

Nos gatos, o problema do trato urinário de maior incidência é a cistite intersticial felina (CIF), popularmente conhecida como Síndrome de Pandora. Trata-se de uma inflamação da bexiga de origem neurológica. Falando em termos mais simples, a bexiga dos bichanos fica inflamada por causa de condições estressantes para eles. A enfermidade ganhou esse nome em alusão à mitologia grega, que fala sobre a caixa de Pandora, que guardava todos os males do mundo, como inveja, medo, raiva, guerra, entre outros.

Deixar uma resposta

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.