Ceratoconjuntivite seca: Olho seco em cães

Ceratoconjuntivite seca: Olho seco em cães

Olho seco, ou ceratoconjuntivite seca, é uma doença muito comum nos cães e definida como a baixa produção de lágrimas. Provoca ressecamento da superfície ocular e, caso não tratado a tempo, cegueira permanente. Pode ocorrer apenas em um dos olhos, embora seja mais comum de forma bilateral. Esta doença já foi descrito em mais de 60 raças com destaque em Poodle, Cocker Spaniel, Yorkshire, Pastor Alemão, Buldogue Inglês e Francês, Pug, Maltês, Pequinês, Shih Tzu e Lhasa Apso.

É classificada de forma primária ou secundária; a primária relacionado com hereditariedade, ou seja, predisposição genética. Já a forma secundária acontece em todas as raças e está associado com trauma, uso de alguns medicamentos e alterações neurológica do olho e anexos oculares. Além destas, doenças infecciosas como a cinomose e leishmaniose e doenças metabólicas como hipotireoidismo, diabetes e hiperadrenocorticismo podem diminuir a produção de lágrimas.

De modo geral, os sinais clínicos observados nos cães são hiperemia (olho vermelho), blefaroespasmo (olho menor), dor, coceira e secreção ocular (remela) (Figura 1). Com o avançar da doença nota-se alteração da cor do olho com formação de tecido esbranquiçado e vascularizado (Figura 2). Na fase crônica há pigmentação da córnea com secreção amarelada abundante provocando diminuição da visão (Figura 3). O diagnóstico é realizado medindo a produção de lágrima através do Teste Lacrimal de Schirmer. Este teste é fundamentar para identificar e tratar corretamente a ceratoconjuntivite seca.

O tratamento está diretamente relacionado com a causa. Quando decorre de alguma doença primária, esta deve ser identificada e controlada; assim a produção de lagrimas retornará aos níveis normais. Na maioria das vezes há predisposição genética para o olho seco. Geralmente trata-se o olho seco com lubrificantes e drogas que modulam o sistema imunológico, cuja a frequência de administrações, é diretamente associada com a intensidade da ceraconjuntivite seca. Alguns casos são prescritos antibióticos associados com corticoide. Como a doença não tem cura, na grande maioria dos casos, é necessário medicação durante toda a vida.

Oftalmologia Veterinária – Prof. Dr. Gustavo de Oliveira Fulgêncio
Mestrado e Doutorado em Oftalmologia Veterinária – UFMG
Professor de Pós-Graduação do Instituto Qualittas
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3201020831366425

Dr. Gustavo Fulgêncio faz parte da equipe multidisciplinar do Centro de especialidades veterinárias, Centrovet, no atendimento de ceratoconjuntivite seca e outras doenças oftalmológicas em cães e gatos.

Para agendamento e informações: (31) 2510-6797 | (31) 3324-3362 | WhatsApp: (31) 9106-8669.

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